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- Hélio A. Frei Filho
Aprendendo com as enchentes
de Santa Catarina
As mudanças climáticas
que observamos no planeta inteiro com o gradual e continuo
aquecimento da atmosfera e dos oceanos devido a alta concentração
dos gases do efeito estufa que torna a atmosfera mais ativa
intensificando gradualmente eventos como fortes chuvas, ciclos
de secas, maior numero de furações e tufões
também tem afetado o Brasil e entre todos os estados
Santa Catarina e Rio Grande do Sul vem sofrendo com maior
intensidade os efeitos do aquecimento global, a alguns anos
atrás o Rio Grande do Sul sofreu um grande ciclo de
secas que deteriorou bastante a economia agropecuária
da região, Santa Catarina sofreu em 2005 um furacão
que os meteorologistas não acreditaram que seria possível,
pois este tipo de evento climática nunca havia sido
registrado no atlântico sul, no entanto, este foi o
primeiro, e felizmente a marinha e a defesa civil acreditaram
na intensidade e força do evento e tomaram a tempo
as medidas certas que amenizaram as perdas de vidas e os danos
materiais, mesmo assim milhares de residências foram
destruídas. Na linha do equador uma grande seca sem
precedentes atingiu a Amazônia em 2005 que colocou em
risco todo aquele gigantesco ecossistema, fundamental para
a regularidade do clima no Sudeste e Sul do Brasil. O estado
de Santa Catarina já sofreu outras enchentes anteriormente,
mais nunca com a intensidade como a de novembro de 2008. O
país precisa aprender com este trágico evento
climático, e preparar-se para o futuro, o estado não
pode apenas mostrar-se presente á luz dos holofotes
da impressa, e necessário que haja um planejamento
para lidar com esta nova realidade que esta se formando com
as mudanças climáticas.
O PAPEL DO ESTADO
Somente o socorro
emergencial às vitimas de calamidades como estas é
pouco, é preciso evitar, senão amenizar, as
calamidades causadas pelas mudanças climáticas
preparando a sociedade e a economia para enfrentá-las,
já que teremos que conviver por algumas décadas
com os efeitos do aquecimento global. Cabe ao estado inserir
as possíveis conseqüências das mudanças
climáticas em seus planos de desenvolvimento econômico
e infra-estrutura sob pena de ver sua sociedade e economia
periodicamente afetadas por eventos climáticos extremos.
O estado de Santa Catarina teve sua economia paralisada com
estas fortes chuvas, inclusive com o fechamento do importante
porto de Itajaí, o Rio Grande do Sul ficou por alguns
dias sem uma importante fonte de energia, o gás natural,
que devido ao rompimento do gasoduto que passa pela região
afetada pelas fortes chuvas em Santa Catarina, isto sem contar
a tragédia social com centenas de mortes e milhares
de desabrigados. Outros países já se conscientizaram
que é necessário mitigar, ou seja adaptar-se,
no Reino Unido, por exemplo, o enfrentamento as possíveis
conseqüências das mudanças climáticas
já é política de governo, com vários
medidas e investimentos como por exemplo a construção
das gigantescas comportas do rio Tamisa para proteger a cidade
de Londres das terríveis conseqüências das
cheias.
Claro que não podemos comparar a capacidade de investimento
de um pais como o Reino Unido com a do Brasil, mais e certo
que e sempre muito mais barato prevenir do que remediar. O
Brasil precisa, entre outras, tomar medidas como maior fiscalização
na ocupação do solo urbano para que não
seja permitido construir em áreas de risco como encostas,
ou a beira de rios, e mangues, maior fiscalização
e orientação na construção predial
para que estejam adaptadas a um clima mais rigoriso, maior
fiscalização no controle de queimadas e desmatamento
da Amazônia e de outros importantes biomas do Brasil,
já que o Brasil é o 4º maior emissor de
CO2 devido principalmente a queimadas na Amazônia. Desenvolvimento
de novas técnicas de construção e adaptação
de portos, rodovias, redes de transmissão de energia,
dutos e gasodutos, para que sejam adaptadas para resistir
aos efeitos de uma atmosfera mais ativa. Estratégicas
reservas e conservação de água para as
grandes cidades e agricultura, para eventos de chuvas irregulares.
O governo Brasileiro já trabalho em um chamado Plano
Nacional de Mudança Climática, que foi anunciado
pelo Presidente Lula na 62ª Assembléia Geral da
ONU, e deve apresenta-lo agora neste mês de Dezembro
na conferência do clima de Poznan, Polônia, esperamos
que este plano seja abrangente o necessário para planejar
como iremos adaptar nossa economia para diminuir as emissões
dos gases do efeito estufa e ao mesmo tempo lançar
as bases para planejarmos nossa economia para adaptarmos aos
efeitos do aquecimento global que segundo os cientista, teremos
que conviver nas próximas décadas.
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