A menos de três meses da conferência de Copenhague (7-18 de dezembro), muitos dirigentes não escondem seu pessimismo, citando as divergências persistentes entre países ricos e emergentes sobre as formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu convidar os dirigentes a esta cúpula para tentar dar um impulso político a este processo.
Entre os discursos mais esperados estão o de Barack Obama, estreante na Assembleia Geral da ONU, e Hu Jintao, presidente da China, o país emergente mais poluente do mundo.
Washington resiste a assinar um compromisso se economias emergentes, como China e Índia, que em breve superarão o Ocidente em quantidade de emissões absolutas, não aceitarem cortes específicos.
China e Índia, por sua vez, consideram injusto pôr em risco seu crescimento econômico para solucionar um problema causado primeiramente pela poluição de países mais industrializados.
"Semana do clima"
Na última segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair lançaram a "Semana do Clima", cujo ponto alto é a conferência mundial sobre o aquecimento global desta terça-feira na ONU.
Ao menos 60 reuniões, conferências e discussões públicas estão programadas para esta semana em Nova York, anunciou Steve Howard, presidente do "Grupo pelo Clima", que organiza esta série de eventos com o apoio logístico da prefeitura de Nova York.
Ban pediu aos presidentes e primeiros-ministros que não atuem "apenas de acordo com seus interesses nacionais, mas como líderes mundiais que devem resolver um problema que afeta a todos".
Além de Blair, o ator Hugh Jackman também foi convidade de honra na abertura "da semana da mudança climática". O australiano, embaixador da boa vontade da ONG World Vision, pediu que a resposta da comunidade internacional ao desafio do aquecimento global leve em conta os interesses dos países mais pobres.
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