LUCIANA COELHO DE GENEBRA
A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) apresentou a proposta que levará a Copenhague em dezembro, quando deverá ser assinado o novo acordo do clima. E pediu que o setor seja tratado como um bloco só em vez de seguir as normas de cada país. Vista como um dos maiores vilões do aquecimento global, a indústria aérea fixou ontem três metas: 1) Melhorar em 1,5% ao ano até 2020 a eficiência no consumo de combustível; 2) a partir daí, estabilizar as emissões com crescimento "neutro em carbono" (o que significa a compensação total do que for emitido); 3) reduzir emissões com um corte de 50% até 2050 em relação a 2005. O diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani, defendeu que um organismo internacional controle as medidas. "Planos nacionais e regionais descoordenados já estão criando uma colcha de retalhos de penalizações financeiras que enchem os cofres dos governos, mas não lidam efetivamente com as emissões da aviação", disse.
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